O goleiro Bruno Fernandes voltou a chamar atenção fora de campo após uma passagem curta e turbulenta pelo Capixaba, clube do futebol do Espírito Santo. O atleta, condenado pela morte de Eliza Samúdio, afirma que foi desligado da equipe depois de cobrar melhores condições de trabalho para os jogadores.
Em vídeos publicados em seu perfil no Instagram, Bruno disse que tentou resolver a situação de forma amigável, mas acabou sendo afastado após questionar a diretoria sobre salários atrasados e estrutura oferecida ao elenco.
“Eu fui fazer a cobrança do presidente de forma amigável. Cobrar salários atrasados, cobrar uma estrutura melhor para os atletas, que merecem condições dignas. O que aconteceu? Fui mandado embora”, declarou o goleiro.
Segundo ele, a saída ocorreu logo após as cobranças. “Saio de cabeça erguida. Não compactuo com vagabundagem, não compactuo com pilantragem”, afirmou em outro trecho do vídeo.
As declarações repercutiram e provocaram reação imediata da diretoria. O presidente do Capixaba, Daniel Costa, negou qualquer irregularidade financeira e afirmou que os vencimentos estão dentro do prazo contratual, com pagamento previsto até o dia 10 de fevereiro.
Em entrevista ao canal Arquibancada Digital, Costa explicou ainda a situação do alojamento disponibilizado aos atletas. De acordo com ele, o clube ofereceu uma casa provisória com beliches e alimentação básica até que os jogadores recebessem os salários iniciais e pudessem alugar imóveis próprios.
“O clube enfrenta dificuldades financeiras, como a maioria das equipes do futebol capixaba, e todos os atletas foram informados previamente das condições antes da assinatura do contrato”, afirmou o dirigente.
Sobre o desligamento do goleiro, o presidente ressaltou que não houve demissão. Segundo ele, a decisão foi tomada após cortes de gastos e a desistência de investidores, além de dificuldades do atleta em conciliar treinos com outros compromissos.
“Comunicamos que o clube não teria condições de manter o contrato neste momento”, concluiu.
Fonte: BNews