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Wagner nega indicações ao Master e minimiza relação com ex-sócio do banco: “Tranquilo e calmo”

Durante entrevista ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3 FM) na manhã desta terça-feira (27), o senador Jaques Wagner (PT) negou que tenha feito as indicações de Guido Mantega e Ricardo Lewandowski para a diretoria do banco Master

Wagner disse que tem relação de amizade com o ex-CEO da instituição financeira, o economista baiano Augusto Ferreira Lima, mas garantiu que não fez “negócio” com ele, apesar da proximidade com o executivo. 

“O fato de eu ter estabelecido uma relação com ele, não quer dizer que eu tenha negócio com ele. Estou tranquilo e calmo com isso.  Nunca indiquei Guido Matega, eu só soube que ele estava contratado pelo Master porque é um quadro qualificado. Quando eu me encontrei com o Guga, ele disse que estava querendo melhorar o nível do banco e precisava para o Conselho de Administração um jurista. Ele me perguntou se eu tinha algum nome para apresentar e disse a ele que Lewandowski tinha acabado de se aposentar do Supremo. Eles se reuniram, se gostaram e contrataram o Lewandowski , mas não foi uma indicação, eles vieram me perguntar e eu disse que ele era um bom nome”, afirmou o senador.

“A investigação está rodando, a Polícia Federal está trabalhando, vamos aguardar o final da investigação e a gente vai ver em quem vai bater. Eu estou muito tranquilo”, completou Wagner. 

“MAIS PARA LÁ QUE PARA CÁ”

Apesar da ligação do líder do governo no Senado com personagens centrais do caso Master, integrantes do PT da Bahia avaliam que os principais alvos da operação estão ligados a partidos do Centrão.

De acordo com o portal Metrópoles, nos bastidores, petistas baianos afirmam que os alvos da investigação estão “mais para lá que para cá” e que não há, até o momento, “desespero” entre os integrantes da legenda, especialmente porque Lula está ciente da relação de Wagner com Augusto Lima.

A avaliação de aliados do presidente Lula na Bahia e também no Palácio do Planalto é a de que integrantes de partidos de centro, como o MDB, devem ser os mais atingidos pelas investigações. Entre os nomes citados por interlocutores de Lula estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e os presidentes do PP e do União Brasil, Ciro Nogueira e Antônio Rueda.

Fonte: BNews