Uma idosa morreu enquanto realizava um treino na academia Villa Forma, localizada no Rio Vermelho, bairro nobre de Salvador, na manhã desta quarta-feira (28). O caso provocou comoção e revolta entre alunos, especialmente após relatos de que o local não dispunha de desfibrilador externo automático (DEA), equipamento essencial em situações de emergência cardíaca.
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Segundo informações apuradas pelo BNews, a idosa treinava acompanhada de uma personal trainer quando passou mal e perdeu os sentidos. Os alunos que estavam no local relataram que um médico, também frequentador da academia, prestou os primeiros socorros junto com um professor de natação da unidade.
Os presentes iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar enquanto aguardavam a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O caso foi confirmado pelo coordenador central do Samu, Ivan Paiva, em entrevista ao BNews. Segundo Paiva, a ocorrência ainda está em fase de apuração.
As testemunhas afirmam que, durante o atendimento, foi solicitado um desfibrilador, mas a academia não possuía o equipamento. O Samu foi acionado pela personal trainer e, de acordo com relatos de alunos, levou cerca de 20 minutos para chegar ao local.
“Uma senhora estava fazendo exercícios numa sala com a personal quando passou mal e perdeu os sentidos. A senhora logo ficou toda roxa e com a barriga bem distendida. A personal chamou ajuda e um aluno que estava na academia, que é médico, foi socorrer. Eles começaram a dar os primeiros socorros e a fazer massagem cardíaca. O Samu foi acionado pela personal e demorou mais ou menos 20 minutos para chegar e constatou o óbito. Tem relato dos alunos que foi pedido o desfibrilador e a academia não possuía”, afirmou uma fonte ao BNews, que preferiu não se identificar.
Outros frenquentadores da academia que presenciaram a situação relataram choque e abalo emocional: “Minha mãe está super assustada, coitada. Ela viu tudo”, disse uma aluna que preferiu não se identificar.
A equipe do BNews entrou em contato com a Villa Forma para obter esclarecimentos e um posicionamento oficial sobre o ocorrido na academia, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Equipamento é obrigatório?
Em Salvador, a Lei Municipal nº 9.511, de 11 de março de 2020, estabelece a obrigatoriedade da disponibilização de Desfibrilador Externo Automático em locais com grande circulação ou permanência de pessoas, como shoppings, aeroportos, estádios, teatros e cinemas.
Academias de pequeno ou médio porte, com fluxo inferior ao estipulado pela legislação, podem não se enquadrar diretamente na obrigatoriedade prevista na norma. Ainda assim, a presença do equipamento é recomendada como medida de segurança e pode ser decisiva em situações de emergência.
Fonte: BNews