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Léo Santana revela que se inspira em Raul Seixas e diz seguir legado de liberdade e ousadia

A Noite da Aclamação, evento beneficente promovido por Léo Santana e Lore Improta, segue em 2026 com o objetivo de ajudar as Obras Sociais de Irmã Dulce. A equipe do BNews acompanhou a coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), no Hotel da Bahia, atual Wish Hotel, em Salvador. 

Durante o encontro, Léo Santana falou sobre sua carreira e fez uma comparação com Raul Seixas, a quem disse admirar pelo modo de viver e pela liberdade criativa. Segundo o cantor, ele se identifica com a forma como o ícone do rock baiano encarou a carreira e a vida. 

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“E eu penso que eu tô seguindo esse mesmo caminho, assim, cavalo de hipismo, com as tapadeiras aqui, só pra frente, seguindo o seu, sem tá olhando pros lados pra não tropeçar. Ele era muito isso”, afirmou. 

Léo relembrou as dificuldades enfrentadas por Raul no início da carreira e destacou a coragem do artista ao apostar em um estilo musical pouco aceito na época. “Mesmo com os trancos e barrancos, de sair da Bahia pra morar no Rio, e passar por dificuldades, como diz a história dele durante dois anos, e passar fome, e tal, e gente assim, acreditar em fazer rock em um tempo principalmente baiano, onde ninguém, ah, rock na Bahia, cara”, disse. 

O cantor afirmou que sempre foi ousado, tanto na música quanto no jeito de se vestir, e que leva essa liberdade como um valor pessoal. “Eu sempre fui muito ousado musicalmente falando, e nas minhas vestimentas também, do modo que eu acho, ah, cara, se eu gosto, me sinto bem, a música nos dá essa liberdade também, né, que tá sempre ousando”, declarou. 

Segundo Léo, essa influência se reflete na forma como ele escolhe viver. “Eu levo esse, eu dou continuidade melhorzinha desse legado do Raul, desse modo, assim, de viver a vida de forma mais. Mais leve, sabe, sem me preocupar tanto com a vida alheia”, afirmou. 

O artista também ressaltou que segue fiel à própria identidade musical. “Eu acho que eu tô fazendo isso, assim, com a minha música, com a minha verdade, sem perder minha característica, que é o meu pagodão, que é o meu som, que me leva pra tantos outros lugares, que é um som periférico, de fato, é um som preto”, disse. 

Por fim, Léo comparou as influências musicais que moldaram sua trajetória com a diversidade que também marcou Raul Seixas. “Assim como o Raul, que teve diversas influências… desde o xaxado, que ele dizia que, às vezes, queria ser o Dominguinhos, ou se queria ser o Elvis Presley, tá ligado?”, comentou. 

Ele ainda citou sua própria formação musical. “Eu fui nasci ligado ao som do James Brown misturado com Companhia do Pagode… É, meu pai ouvia Phil Collins e É o Tchan, junto com minhas irmãs. Então, daí você vê o berço musical”, completou. 

Fonte: BNews