A deputada federal Lídice da Mata (PSB) comentou, nesta quarta-feira (28), o cenário político para as eleições de 2026 e as articulações para a formação da chapa governista na Bahia. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89,3), em conversa com o apresentador Zé Eduardo.
Questionada sobre a situação do senador Ângelo Coronel (PSD) e seu papel nas definições do grupo político, Lídice afirmou que não cabe a ela decidir sobre o futuro do senador.
“Aí não me cabe decidir não, não tenho nada a ver com essa história, com essa discussão”, disse.
Zé Eduardo lembrou que, em 2018, Lídice teve sua postulação retirada para a entrada de Coronel na chapa ao Senado. A deputada negou ter aceitado a decisão de forma passiva e rebateu a versão de que teria se conformado.
“Eu nunca aceitei. Tem um certo mito aí de que eu teria aceitado, me conformado. Eu não fiz nada disso”, afirmou, destacando que realizou uma assembleia com mais de mil pessoas para se posicionar contra a mudança.
A parlamentar também comentou declarações anteriores do senador Jaques Wagner (PT), que afirmou ter pedido que ela abrisse espaço para Coronel. Segundo Lídice, a decisão foi tomada pelo comando do grupo político, e não por vontade pessoal dela.
Durante a entrevista, Lídice reforçou que sua atuação política é pautada por um projeto coletivo e partidário, e não por interesses individuais.
“Eu não tenho um projeto pessoal, eu tenho um projeto partidário”, declarou. Ela ainda citou a trajetória de lealdade do PSB ao grupo governista na Bahia e sua atuação nacional, incluindo a oposição ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
A deputada afirmou ainda que segue focada na construção de uma chapa competitiva para o PSB em 2026, com o objetivo de eleger de dois a três deputados federais, mesmo sem garantia de reeleição.
“O político precisa ter lado e ter projeto de grupo, porque não se faz política sozinho”, concluiu.
Fonte: BNews