Líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), utilizou as redes sociais para criticar a Prefeitura de Salvador por ter autorizado a montagem da passarela que liga o Morro do Ipiranga ao Camarote Glamour, no circuito do Carnaval, na Barra.
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A estrutura, que ficou conhecida como “Passarela do Apartheid”, foi alvo de críticas de parte de foliões e artistas no carnaval do ano passado. A ligação entre o Morro Ipiranga e o camarote também foi alvo de uma briga judicial. Apesar disso, a passarela voltou a ser construída para a folia deste ano.
Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Aladilce disse que a passarela simboliza uma política de segregação social praticada na cidade e questionou a autorização da Prefeitura para que a estrutura fosse montada.
“No carnaval de 2025 o prefeito Bruno Reis autorizou a construção de uma passarela para ser usada pelos foliões que não gostam de se misturar com o povo. Nós estamos agora às vésperas do carnaval de 2026 e olha novamente a Passarela do Apartheid armada. Essa passarela, para além de ofender o nosso patrimônio paisagístico, cultural e ambiental, é símbolo de segregação”, disse Aladilce.
Ainda de acordo com a líder da oposição na Câmara, o prefeito Bruno Reis incentiva a segregação social na capital baiana ao autorizar a instalação da estrutura.
“Ao permitir a construção dessa passarela para que VIPs possam acessar o camarote sem passar pelo meio do povo, o prefeito está incentivando a segregação numa cidade que já é segregada”, disparou a vereadora.
“Aliás, a gestão de Bruno Reis tem se caracterizado por aprofundar desigualdades. Ele tira dos pobres para dar aos ricos, aumenta a tarifa de ônibus, o IPTU e a taxa de lixo e, ao mesmo tempo, concede subsídios milionários para empresários do transporte e reduz, pelo terceiro ano consecutivo, o imposto ISS para os camarotes”, concluiu.
Fonte: BNews