A Justiça de Minas Gerais decidiu, nesta quarta-feira (28), que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior será submetido a júri popular pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes. O réu responderá pelos crimes de homicídio, ameaça, tentativa de fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.
A data do julgamento ainda não foi definida. Na decisão, a juíza do 1º Tribunal do Júri manteve a prisão preventiva do acusado e negou o pedido de sigilo processual apresentado pela defesa.
Renê tornou-se réu em setembro de 2025. De acordo com as investigações, ele teria utilizado uma pistola calibre .380 pertencente à esposa, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, para efetuar os disparos contra o trabalhador.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 11 de agosto de 2025, enquanto Laudemir de Souza Fernandes realizava a coleta de lixo em uma via de Belo Horizonte. Conforme relatos de testemunhas, Renê exigiu que o caminhão deixasse a rua para permitir a passagem de seu veículo. Em seguida, ele teria descido do carro e atirado contra o gari.
Uma semana após o crime, o empresário confessou a autoria dos disparos. À época, o Ministério Público solicitou o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal, com o objetivo de assegurar eventual indenização à família da vítima.
Posteriormente, Renê afirmou que o caso havia sido um acidente, relatando que atirou para o alto após uma discussão com um grupo de garis, e que só soube da morte horas depois. Ele também chegou a alegar que Laudemir teria sido morto por membros de uma facção de Minas.
Fonte: BNews