A Corregedoria da Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro abriu, na última terça-feira (27), um processo administrativo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro (PL) devido às faltas não justificadas. A PF havia determinado que ele retornasse ao trabalho de escrivão após perder o mandato de parlamentar por faltas nas sessões.
Dessa forma, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pode perder o cargo que atuava antes de se lançar como candidato ao Congresso Nacional. Ele é concursado como escrivão na sede da PF em Angra dos Reis (RJ).
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O processo vai apurar as faltas do ex-parlamentar por mais de 30 dias sem justificativa. O político está nos Estados Unidos desde março do ano passado, quando se licenciou da Câmara e se mudou para o país, não tendo retornado mesmo que a licença tenha expirado. Nos EUA, ele se diz “refugiado político” das “perseguições” que vem sofrendo.
Eduardo foi oficialmente cassado em 18 de dezembro de 2025. No dia 2 de janeiro, a PF publicou a determinação de volta ao trabalho no Diário Oficial da União (DOU), mas, em postagem nas redes sociais, ele se negou e atacou a decisão.
“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, disse ele na ocasião.
Fonte: BNews