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Acusado de estuprar criança, ex-prefeito de Patrocínio tem mandado de prisão expedido pela Justiça

Segundo Tribunal, mandado foi expedido nesta semana. Sistema prisional diz que Júlio Elias não se encontra detido e advogado afirma não ter sido notificado; relembre o caso. Ex-prefeito de Patrocínio chegou a ser preso em 2015, mas conseguiu habeas corpus e respondeu em liberdade o processo
Reprodução/TV Integração
Um mandado de prisão foi expedido pela Justiça na última terça-feira (5) contra o ex-prefeito de Patrocínio, Júlio Cesar Elias, acusado de abusar sexualmente de uma criança de sete anos em 2014.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a determinação judicial foi confirmada depois da condenação do réu em segunda instância pela 6ª Câmara do Tribunal. Em 2018, ele foi condenado em primeira instância a 12 anos de prisão, mas permaneceu solto.
O G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que disse que o acusado não deu entrada no sistema prisional até esta quinta-feira (7).
Consultada pela reportagem, a Polícia Civil disse que ainda não recebeu nenhum mandado de prisão contra ele para ser cumprido.
Defesa
Por sua vez, o advogado de Júlio Elias informou que ainda não foi notificado da decisão. O TJMG acrescentou que o processo tramita em segredo de Justiça e por isso não pode divulgar peças do caso.
O Tribunal informou ainda que o ex-prefeito interpôs um recurso especial (STJ) e extraordinário (STF) no dia 1º de novembro. Como está em segredo de Justiça, as peças dos processos nas instâncias superiores não podem ser consultadas.
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Júlio Elias denunciado por estupro
O ex-prefeito foi preso em dezembro de 2014 após ser denunciado pelos pais da criança, amiga da filha do político. Segundo relatado à Polícia Militar, Júlio Elias aproveitou um momento a sós com a menina para forçá-la a praticar sexo oral.
A criança chegou em casa chorando e denunciou o ato aos pais. Ainda a época, Júlio Elias negou o crime e disse ser vítima de perseguição política.
A família da vítima registrou o boletim de ocorrência contra o réu no fim de 2014. Ele chegou a ser preso e depois foi concedido um habeas corpus para que respondesse ao processo em liberdade.
Apesar da sentença da Vara Criminal de Patrocínio, no Alto Paranaíba, de 2018, o réu permaneceu solto até esgotar os recursos nas instâncias superiores.
Na época da condenação, a mãe da vítima falou ao G1 que a filha sofria alguns problemas de saúde devido ao trauma sofrido e que ela fez terapia. Também comentou que a família foi criticada e desacreditada por muita gente.
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