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Americano que pertenceu ao Taleban sai da prisão depois de 17 anos

John Walker Lindh foi preso em 2002, ele ficou conhecido como o taleban americano. Em imagem de 2001, John Walker Lindh é conduzido por um soldado da Aliança do Norte em uma prisão no Afeganistão
Reuters
O norte-americano John Walker Lindh, que pertenceu ao Taleban e foi condenado por isso em 2002, foi liberado nesta quinta (23), depois de 17 anos preso, de acordo com o jornal “The Washington Post”.
No início da “Guerra ao Terror”, o fato de um jovem norte-americano ter aderido ao grupo que executou os ataques do dia 11 de setembro foi um choque para a nação.
No julgamento, ele se declarou culpado de ter auxiliado o Taleban e carregado armamento. Os promotores não conseguiram provar que ele tentou matar norte-americanos.
Na época da sentença, ele disse que nunca lutou “contra a América”.
“Eu nunca apoiei o terrorismo em nenhuma forma, e nunca apoiarei. Cometi um erro ao me filiar ao Taleban. Se eu tivesse me dado conta do que sei agora, eu nunca teria me unido a eles.”
Prisão de onde o norte-americano que pertenceu ao Taleban estava detido
Bryan Woolston/Reuters
Ele fez um acordo e teve uma sentença de 20 anos, mas foi solto mais cedo por bom comportamento.
A prisão americana onde ele estava detido não revelou os planos de soltura.
Norte-americano conheceu Bin Laden no Afeganistão
O norte-americano se recusou a assinar compromissos para não sair dos Estados Unidos porque isso o impediria de, algum dia, fazer a peregrinação à Meca, a cidade sagrada para os muçulmanos.
Foto sem data mostra Lindh na madrassa onde ele estudou no Paquistão
Reuters
Lindh é filho de um pai católico e uma mãe budista. Ele se converteu ao Islamismo depois de ler a autobiografia do líder dos direitos civis Malcom X, e partiu para o Oriente Médio para estudar a língua árabe e religião.
Quando estava no Paquistão, ele escreveu para a família que tinha dó da sociedade norte-americana.
Ele disse posteriormente à rede de TV CNN que quando estava em uma madrassa (uma escola de religião) que “seu coração ficou ligado” ao Taleban.
Ele viajou para o Afeganistão para lutar por um estado islâmico puro. Ele treinou nos campos da Al-Qaeda e conheceu o terrorista Osama Bin Laden.
Rede de TV revela cartas sobre o Estado Islâmico
A rede de TV NBC News relatou que em 2015. Lindh enviou uma carta a um canal afiliado com elogios ao Estado Islâmico. Foram três textos, em que ele dizia que o grupo terrorista estava cumprindo a obrigação de estabelecer um califado pelo conflito armado, que, segundo o autor, seria o único método correto.
Um senador do Partido Republicano pediu para que Lindh fosse mantido preso, assim como a família de um agente da CIA que foi assassinado no Afeganistão.
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