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Barragens de mineradora de Paracatu passam por simulados de emergência

Plano de ação é realizado pela Defesa Civil. Atividades já foram realizadas neste ano por outras empresas que têm unidades na região. Estrutura da Kinross Brasil Mineração em Paracatu, Noroeste de Minas
Emílio Braga/G1
Barragens da mineradora Kinross, em Paracatu, Noroeste de Minas, passam por simulados de emergência nesta semana coordenados pela Defesa Civil.
A primeira ação ocorreu nesta terça-feira (13) nas comunidades de Machadinho e Santa Rita e a segunda será na sexta-feira (16) em Lagoa de Santo Antônio e Cunha.
Em fevereiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou um procedimento para investigar a estabilidade e a segurança do complexo de barragens de rejeitos em Paracatu. De acordo com o MPMG, o complexo de barragens de rejeitos da cidade é o maior do país.
As operações fazem parte do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) da empresa e contam com apoio do Corpo de Bombeiros, Polícias Civil e Militar, Ambiental e Rodoviária Estadual e Federal.
De acordo com a Kinross, o objetivo é proporcionar treinamento com foco na prevenção e na atuação coordenada dos órgãos públicos, empresa e da comunidade, “para que atuem em conjunto da forma mais rápida em eventuais situações de emergência”.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Paracatu, Emerson Antônio Garcia, são observadas uma série de informações, como o tempo de deslocamento de cada residente e o prazo necessário para evacuar toda a área da zona de autossalvamento, por exemplo.
“O treinamento vai subsidiar melhorias nas ações em eventuais emergências, além de contribuir para a cultura de prevenção da cidade, que é o foco da ação”, explicou o coordenador.
No início de julho, sirenes que foram instaladas pela Mineradora Kinross nas proximidades de Paracatu passaram por testes específicos. À época, conforme informou a assessoria, o toque das sirenes era apenas uma preparação técnica e não envolveu evacuação das comunidades.
Procedimento
Durante o simulado, as sirenes são acionadas e os moradores das comunidades do Machadinho, Santa Rita, Lagoa de Santo Antônio e Cunha, além de eventuais pessoas em deslocamento que estiverem na região, são convidados a seguir para os pontos de encontro estabelecidos.
Os moradores das comunidades passaram por treinamento teórico nos dias 25 e 30 de julho, como parte da preparação para o simulado. Conforme a empresa, cerca de 150 pessoas participaram.
Segundo a Kinross, este é o segundo simulado de emergência de barragem realizado com essas comunidades. O primeiro foi realizado em 2016 com participação de 30% da população residente de Santa Rita, Machadinho, Lagoa de Santo Antônio e Cunha.
Barragens
A Kinross possui duas barragens: Eustáquio e Santo Antônio. Segundo a mineradora, ambas são estruturas construídas em pequenas camadas de terra compactada com 0,25 m de espessura cada.
A barragem Santo Antônio foi construída em 1986. Já a barragem Eustáquio, em 2010. Em 26 anos de história, a Kinross nunca registrou um rompimento em barragens em suas nove operações ao redor do mundo.
Ouro roubado
No mês passado, a Kinross confirmou que parte dos 718,9 quilos de ouro roubados do terminal de cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, foi extraído de uma mina em Paracatu pertencente à mineradora canadense. A quantia específica ou percentual não foram revelados.
“A expectativa é que o valor do ouro pertencente à Kinross seja coberto pela seguradora de nosso provedor de transporte. Investigações estão sendo conduzidas pelas autoridades brasileiras a respeito do incidente. Isso é tudo o que podemos confirmar até o momento”, informou a empresa, em nota, no mês passado.
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