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Câmara abre sessão convocada para ouvir ministro sobre bloqueio de verbas da Educação

Abraham Weintraub foi convocado para prestar esclarecimentos aos deputados no mesmo dia em que todos os estados e o DF registram manifestações contra o bloqueio de recursos no setor. A Câmara dos Deputados deu início por volta das 15h desta quarta-feira (15) à sessão no plenário destinada a ouvir o ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre os bloqueios no orçamento do setor.
A sessão foi convocada para o mesmo dia em que são registradas manifestações contra o contingenciamento de verbas anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Houve atos de protesto em pelo menos 149 cidades de todos os estados e no Distrito Federal.
Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.
Weintraub é o primeiro ministro do governo Jair Bolsonaro a ser convocado para uma “comissão geral”, sessão realizada no plenário em vez de em uma comissão, com um grupo menor de deputados.
A convocação do ministro foi aprovada na terça-feira (14) por um placar de 307 votos a favor e 82 contra, o que evidenciou a falta de articulação do governo para barrar a sua vinda.
Descontente com a articulação política, a maior dos partidos orientou as bancadas a votarem a favor da convocação. Somente o PSL, partido de Bolsonaro, e o Novo foram contrários.
Há cerca de 40 dias no cargo, Weintraub causou polêmica ao anunciar o corte de verba de três universidades que tinham sido palco de manifestações públicas. Diante da reação, ele estendeu o bloqueio de 30% para todas as universidades e todos os institutos.
De forma reservada, auxiliares próximos do presidente Jair Bolsonaro ouvidos pelo Blog do Camarotti avaliam que o discurso mais incisivo do ministro da Educação acabou dando gás aos atos desta quarta.
O monitoramento inicial indicava uma mobilização pequena da categoria contra a reforma da Previdência. Mas, depois do movimento errático de Weintraub, que sinalizou com cortes em universidades onde houvesse “balbúrdia”, o ministro incendiou uma mobilização mais ampla em todo o país.
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