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De relaxante muscular a antibióticos, profissionais alertam para o risco da automedicação

Pesquisa da ONU aponta que automedicação com antibióticos é maior no centro-oeste e norte do Brasil. Resultados de uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU) reforçam a preocupação para um hábito que pode trazer riscos. Mesmo com a receita do médico em mãos, pacientes não seguem o tratamento e, mais, mudam a dose do remédio.
Segundo a pesquisa, os analgésicos e antitérmicos lideram a lista dos mais citados na pesquisa com 50%. Antibióticos vem na sequência com 42%, seguidos dos relaxantes musculares, com 24%. A automedicação com antibióticos foi maior nas regiões centro-oeste e norte.
A pesquisa aponta que 77% dos entrevistados se automedicaram, nos últimos seis meses. Desses, 57% mesmo tendo uma prescrição médica, alteraram a dose do medicamento por conta própria.
TV Morena/Reprodução
Cinquenta por cento dos entrevistados disseram que já tomaram esse tipo de medicamento sem indicação de um médico. A assistente social Kelly Barbosa, moradora em Campo Grande (MS) é um exemplo a ser seguido, não carrega medicamentos, evita ao máximo se automedicar. E quando o médico receita algo e sobram comprimidos, ela não guarda.
“Eu sempre procuro descartá-los em locais corretos, lá, os profissionais dão o destino correto, sem riscos”.
Mas, a maioria dos brasileiros têm um comportamento diferente. Uma pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), mostrou que 77% dos entrevistados se automedicaram, nos últimos seis meses. Desses, 57% mesmo tendo uma prescrição médica, alteraram a dose do medicamento por conta própria.
De acordo com o vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia, Alexandre Corrêa dos Santos, a automedicação traz riscos sérios há quem tem o hábito de usar medicamentos sem prescrição.
“Acaba-se criando resistência de bactérias e vírus que dificultam o tratamento, sem falar nos riscos de uma intoxicação”.
O Conselho Regional de Farmácia orienta, quando um medicamento sobra, o descarte não pode ser feito no lixo comum. As farmácias e unidades de saúde recolhem esse material e dão a destinação correta.
O clínico geral Renato Figueiredo, explica que nem sempre um remédio usado por uma pessoa é útil para outra.
“Cada organismo funciona de maneira diferente, a prescrição indicada a um paciente pode não ter o mesmo efeito em outro”.
A pesquisa ainda mostra que familiares, amigos e vizinhos foram as principais influências na escolha de quem se automedicou. Em Mato Grosso do Sul, o Conselho Regional de Farmácia lembra que o descarte não pode ser feito no lixo comum, e orienta que as farmácias e unidades de saúde recolhem e dão a destinação correta de sobras de medicamentos.
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