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Passeio Público, primeiro jardim público do Brasil, sofre com falta de manutenção e depredação

Secretaria de Conservação da Prefeitura do Rio disse que esta semana será feita uma vistoria para avaliar a situação das estátuas e tomar as providências necessárias. O primeiro jardim público do Brasil, localizado no Centro do Rio, virou preocupação por causa dos sinais de abandono. Apesar de abrigar um acervo artístico e faz parte da história do país, o Passeio Público sofre com a falta de manutenção e depredação dos monumentos.
Em 2004, o local passou por uma grande reforma que custou R$ 1,8 milhão aos cofres públicos e em 2016 foi novamente revitalizado para as Olimpíadas de 2016. Atualmente, o capim tomou conta de todo o espaço.
“O Passeio Público é um jardim histórico. Uma grande obra em finais do século 18 para o Rio de Janeiro. Ele envolve o urbano e a paisagem à beira da Baia de Guanabara. Ele foi feito para ser contemplado, um local de lazer para a população da cidade”, garantiu Noemia, arquiteta especialista em patrimônio, ressaltando que esse foi o primeiro parque ajardinado da América Latina.
O passeio público, inaugurado em 1783, foi inspirado no estilo francês e mais tarde sofreu influências do estilo inglês. Aos poucos ganhou diversidade na flora, mas que hoje se mistura com troncos caídos, restos de poda das árvores.
“Não adianta só fazer intervenção, tem que fazer a intervenção e ter uma política de manutenção. Cada vez que não tem manutenção é necessário mobilizar uma quantidade imensa de recursos para revitalização ou restauração”, garante Jeferson Salazar, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).
Para guias turísticos que promovem passeios a pé para quem visita a cidade é uma pena ver que o nosso passado não é preservado.
“O que incentiva é você tornar o parque conhecido, não só de turistas. O bacana é os cariocas virem aqui. A população precisa começar a frequentar o parque. Se apropriar do que é nosso”, afirma o guia de turismo José Augusto.
A secretaria de Conservação da Prefeitura do Rio disse que esta semana será feita uma vistoria para avaliar a situação das estátuas e tomar as providências necessárias. Sobre o bueiro aberto, uma avaliação também será feita para que a tampa seja recolocada. A Comlurb disse que faz a limpeza do passeio público todos os dias com uma equipe de quatro garis. O corte da grama é realizado a cada 45 dias.
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