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Repórter da Globo detona estrutura do Barradão após equipe de radialista ser ameaçada por torcedores do Vitória e expõe situação crítica

Os ânimos de um grupo de torcedores do Vitória ficaram exaltados durante a derrota do time para o Bahia, por 1 a 0, no clássico realizado neste domingo (25) no Barradão, e por pouco não geraram uma confusão generalizada. Alguns rubro-negros trocaram ofensas e ameaçaram a equipe do radialista Jailson Baraúna minutos antes do fim da partida.

A Polícia Militar precisou ser acionada para conter os torcedores mais exaltados e evitar que a equipe de imprensa fosse agredida. O episódio rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando críticas de profissionais da mídia e torcedores do Bahia, que não puderam estar presentes no jogo.

“Novamente a imprensa é agredida no Barradão, agora com Baraúna… Até quando?”, questionou o produtor de conteúdo João Luiz. Em resposta, um torcedor detalhou o ocorrido em uma postagem no X (antigo Twitter). “Pelo que soube, não houve agressão física. ‘Somente’ ameaças e discussões. Mas é algo costumeiro no Barradão. Profissionais da imprensa já foram agredidos. E vejo pouca movimentação da própria imprensa para cobrar uma solução. O que estão esperando? Uma tragédia acontecer?”, cobrou o internauta.

Diante da repercussão, a repórter da TV Bahia, afiliada da Globo, Gabrielle Gomes, expôs uma situação ainda mais delicada enfrentada pelos profissionais de imprensa que cobrem os jogos no estádio. A jornalista compartilhou um vídeo nas redes sociais, mostrando alguns colegas de trabalho sentados no chão, e fez duras críticas à estrutura do Barradão.

“Já começou que a tribuna de imprensa do Barradão não tem mais capacidade para receber tanto profissional de comunicação. Não tem só emissora de TV ali. Tinha gente trabalhando no chão porque não havia espaço”, lamentou Gabrielle.

A repórter também comentou sobre o episódio com a equipe de Baraúna e prestou solidariedade ao colega.

“O acesso à torcida é inadmissível. Todo BaVi é isso. Quando perde, quando ganha, a situação é sempre a mesma. Se juntar álcool, já era. A polícia chegou cedo e conseguiu evitar o pior. Foram muitos xingamentos e pessoas exaltadas. […] Mas isso só vai mudar quando acontecer o pior. E eu espero que nunca aconteça. Minha solidariedade ao Baraúna e sua equipe.”

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