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“Não tem como fazer Carnaval sem incomodar”, diz presidente da Saltur diante polêmica sobre “Passarela do Apartheid”

O presidente da Saltur, Isaac Edington, comentou sobre a polêmica envolvendo a intitulada “Passarela do Apartheid” no Carnaval de Salvador, que liga o Camarote Glamour ao Morro do Ipiranga, no Circuito Dodô (Barra/Ondina). 

O titular da pasta aponta que durante a folia momesca é “inevitável” que não haja incômodos por parte da população, mas ressalta que as tosas as modificações na cidade ocorrem dentro da legislação. 

“Existe o plano de desenvolvimento urbano, existem normas para isso, normas de ocupação, concessões e taxas para que o município possa arrecadar. […] Todos têm regras. Há camarote que utiliza o espaço da Aeronáutica. Existe todo um processo para isso”, afirmou o presidente da Saltur em entrevista ao programa “Se Liga, Bocão” na Baiana FM (89.3).

“Naquele momento, incomoda sim, incomoda. O Carnaval vai incomodar as pessoas para acontecer, sim, não tem como fazer um Carnaval sem incomodar. É impossível fazer isso sem algum incômodo, desde que seja feito dentro da lei, dentro dos parâmetros estabelecidos pelos órgãos de fiscalização, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Tudo é feito de acordo com a legislação e é permitido se o acordo for cumprido. É assim que funciona, sem polemizar e sem favorecer A, B ou C”, acrescentou. 

Isaac Edington pontua ainda que a prefeitura de Salvador é remunerada com o uso dos espaços públicos por camarotes no carnaval, o qual classificou como “momento efêmero”.

“É legítimo. Todos [os camarotes] praticamente utilizam a praça pública, não só o Camarote de Salvador. Existe um pedaço da área pública.Não tem como não utilizar um pedaço de espaço público. E, para isso, a Prefeitura é remunerada nesse momento efêmero. Aquilo acontece durante um período do ano, depois se desmonta”, complementou.

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