Saúde

Federação de Hospitais faz ação contra propostas para Saúde na Reforma Tributária

A possibilidade de aumento da carga tributária na saúde proposto pelo governo federal no texto reforma tributária enviada ao Congresso Nacional motivou uma campanha da Federação Brasileira de Hospitais. A entidade é crítica da mudança nos impostos, sob o argumento de que o sistema sofrerá “impactos devastadores”.  

 

No modelo atual, os setores de educação e saúde pagam uma alíquota de 3,65% de PIS e Cofins. O projeto de reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes, substitui esses dois impostos federais pela nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que terá uma alíquota única de 12%.

 

Conforme reportagem do jornal O Globo, dados da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) estima um aumento real de 9,3% para 21,20%. Com isso, s entidade estima aumentos de cerca de 15% nos planos de saúde.

 

A Federação Brasileira de Hospitais afirma que o setor da Saúde é a favor da simplificação dos impostos. “Porém a reforma tributária que tramita no Congresso pode gerar ainda mais dificuldade para o acesso ao atendimento de qualidade a todos os cidadãos brasileiros” diz. 

 

De acordo com a entidade, caso o modelo de reforma sugerida se torne realidade, a carga tributária do setor da saúde aumentará expressivamente. A Federação lista uma série de impactos que o setor e a sociedade podem sofrer: acréscimo nos custos dos preço de serviços prestados; qualidade dos serviços que perderão recursos para investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação; hospitais, laboratórios e clínicas terão seus negócios inviabilizados por um incremento em suas despesas; emprego formal impactado; saúde suplementar terá de reajustar preços dos planos de saúde e assistir à debandada de seus beneficiários para a saúde pública.

 

Com esse argumentos a federação lançou a campanha “A saúde não pode pagar a conta”, que conta com cards explicativos e um vídeo veiculado no Youtube. Em que através de desenho animado e fotografias a entidade pede que a população procure deputados e senadores para interceder pela pauta do setor. 

Fonte: Bahia Notícias

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