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BNews Summer: Grupos vulneráveis correm risco com o calor, explica especialista
Em algumas regiões do Brasil, o verão pode estar associado a calor extremo, o que pode gerar um alto risco para a saúde de diversos grupos vulneráveis. É o que alerta a cardiologista Gláucia Maria Moraes de Oliveira, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em entrevista para a CNN.
O que acontece
A médica explica que nos períodos de altas temperaturas, as pessoas que apresentam diferentes condições de saúde podem sofrer danos profundos. Ela traz um dado alarmente ao afirmar que o calor extremo se associa a um aumento de 7% na mortalidade por infarto. Segundo a especialista, apesar dos idosos serem frequentemente mencionados como grupo de risco, o perigo se estende a muitos outros.
“Na verdade, todos os grupos vulneráveis correm risco. Os idosos, por exemplo, usam várias medicações, como diuréticos, que já causam perda de volume plasmático pela urina, o que se agrava com a desidratação causada pelo calor”, explica a CNN.
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Impacto em situações crônicas
Quanto se trata de calor, não há diferenças para agravar condições preexistentes. Pessoas diabéticas, crianças e aquelas que possuem qualquer tipo de doença crônica enfrentam ainda mais desafios durante as ondas de calor.
Gláucia Oliveira cita que doenças mentais tendem a piorar significativamente em períodos de temperatura elevada. “As doenças crônicas, qualquer doença crônica, por exemplo, doença mental piora no calor extremo; doença de Alzheimer, Parkinson piora; a doença cardiovascular, a doença renal, a DPOC, a asma”, cita.
Qualidade do ar
Outro fator agravante é a degeneração da qualidade do ar no período do verão. “Quando você está no verão, a qualidade do ar piora muito. A poluição aumenta, o material particulado aumenta”, alerta a cardiologista. Esta combinação de calor extremo e poluição atmosférica acaba criando um ambiente particularmente perigoso para pessoas com condições respiratórias e cardiovasculares preexistentes.
Fonte: BNews
