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Funcionários da Maternidade de Camaçari seguem sem receber os pagamentos dos salários; saiba mais

O cenário de ‘descaso’ na Maternidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, continua gerando preocupação entre os funcionários. De acordo com denúncias enviadas ao BNews, o problema se estende há pelo menos seis meses e afeta diretamente o funcionamento da unidade, gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF).

Os funcionários relataram que os atrasos seguem se acumulando sem previsão de resolução. “Nada de pagamento da FESF na Maternidade de Camaçari. Já vamos emitir a oitava nota sem pagamento”, afirmou.

Segundo os relatos, a falta de repasse financeiro compromete a rotina e o atendimento na instituição, obrigando os trabalhadores a pedirem intervenção da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). “Precisamos do apoio da secretária Roberta Santana porque na FESF nada adianta. Está um caos”, desabafam.

Os profissionais denunciam ainda condições precárias de trabalho e alimentação limitada. “A FESF está sem pagar os fornecedores novamente há meses. A alimentação dos funcionários está à base de pão e ovo porque estão sem receber há seis meses. Os médicos também estão com pagamentos atrasados”, relata um trecho da denúncia.

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Além do impacto financeiro e emocional sobre os trabalhadores, os servidores alertam que a situação afeta a qualidade do atendimento prestado à população, sobretudo em uma unidade que é referência para gestantes e recém-nascidos em toda a região.

O que dizem os responsáveis

Em nota enviada ao BNews, a FESF esclareceu que “os pagamentos de todos os colaboradores contratados sob o regime celetista encontram-se rigorosamente em dia”. Explicou ainda que os valores referentes aos médicos credenciados como Pessoas Jurídicas (PJ) estão em fase de regularização.

“Os pagamentos em aberto estão em trâmite administrativo para regularização. Os valores correspondentes ao mês de dezembro estão dentro do prazo contratual vigente, uma vez que os contratos de credenciamento médico estabelecem prazo de até 60 dias para a efetivação do pagamento”, afirmou.

A  Fundação também comentou as críticas sobre atrasos com fornecedores da unidade, informando que mantém diálogo contínuo com as empresas. “A FESF-SUS mantém tratativas institucionais contínuas, observando rigorosamente os fluxos de conferência, liquidação e autorização previstos nos normativos internos. Esses procedimentos visam assegurar a transparência, a conformidade legal e a segurança jurídica em todos os processos administrativos”, complementou.

Por fim, a Fundação reforçou o compromisso com a responsabilidade administrativa, o respeito aos trabalhadores e fornecedores e a qualidade do serviço prestado à população. “A FESF-SUS reafirma seu compromisso em sanar, de forma responsável e transparente, todas as pendências administrativas em curso, pautando sua atuação pelo respeito aos trabalhadores e fornecedores e pela garantia de um atendimento qualificado, seguro e humanizado à populaçã”, concluiu.

A Sesab até o momento não se pronunciou sobre o caso. O BNews segue acompanhando o assunto.

Fonte: BNews

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