Sem categoria
Mãe de mecânico encontrado morto desabafa e contesta “boatos” sobre o filho: “Executado pela facção”
Em depoimento emocionado, a mãe de Matheus Balbino Rodrigues Santos, mecânico de 29 anos encontrado morto após um desaparecimento, contestou as versões que circularam sobre o caso e afirmou que o filho foi executado após um equívoco.
Segundo Lucimar Rodrigues, Matheus teria sido confundido por integrantes de uma facção criminosa que acreditaram que ele estivesse em um veículo ligado a um grupo rival. O corpo do homem foi encontrado em Dias D’Ávila, Região Metropolitana de Salvador, nesta segunda-feira (26).
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!
“Meu filho foi executado por acharem que ele estava dentro de um carro de outro grupo. Isso não é verdade, não era meu filho ali”, afirmou em entrevista ao BNews.
Lucimar relatou que, desde o desaparecimento, os primeiros boatos indicavam que Matheus havia sido sequestrado por conta dessa suposta confusão. Durante um depoimento recente na Delegacia de Camaçari, a mãe contou que investigadores apresentaram imagens captadas por câmeras de segurança, nas quais aparecia um homem com características físicas semelhantes às de Matheus.
“Mostraram uma foto de um homem alto, negro, com a estrutura parecida com a do meu filho, com o braço tatuado para fora do carro. Perguntaram primeiro à companheira dele, depois a mim, se era Mateus. Eu disse com convicção: não é meu filho”, declarou.
Lucimar afirmou que reconheceria o corpo do filho por qualquer detalhe e reafirmou que a pessoa que aparece nas fotos postadas e compartilhadas nas redes sociais não é Matheus e que tomará providências acerca do caso.
“A mãe conhece o filho no olho. Se tapassem o rosto e deixassem só o nariz, eu saberia. Se mostrassem só o dedão, eu reconheceria”, disse. De acordo com ela, após sua negativa, os investigadores também passaram a considerar que a pessoa nas imagens não era Matheus e informaram que o material será periciado.
A família, segundo Lucimar, pretende contratar peritos independentes para reforçar a análise das imagens: “Eu quero provar não só para Camaçari, mas para essas pessoas que executaram meu filho, que ele não estava naquele carro. Eles procuravam outras pessoas, e, na cabeça perversa deles, acharam que aquele homem era meu filho”, afirmou.
A mãe também informou que a advogada da família, a criminalista Mônica, já solicitou oficialmente o acesso às imagens à 4ª Delegacia de Homicídios de Camaçari. Em nota ao BNews, a Polícia Civil da Bahia afirmou que guias periciais e de remoção foram expedidas e que “diligências são realizadas pela unidade policial para esclarecer a dinâmica dos fatos, bem como esclarecer a autoria e motivação do crime”.
Assista:
Fonte: BNews
