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Perícia detalha requintes de crueldade em feminicídio cometido por ex-marido e revelação choca
O assassinato de Bárbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, ocorrido em São Vicente, litoral de São Paulo, revelou traços de extrema perversidade durante o trabalho pericial. O autor confesso do crime, Manoel Ferro de Melo, de 38 anos, matou a ex-mulher por asfixia mecânica mediante esganadura e, em um ato que expressa ódio e inconformismo pelo término do relacionamento, introduziu um cartão de crédito na vagina da vítima e espalhou moedas ao redor do corpo. O cenário foi descoberto no apartamento da empresária, localizado no bairro Samaritá, onde ela foi encontrada sem roupas.
O perito criminal Roberto Ferreira Patella, do Instituto de Criminalística de São Paulo, descreveu a ocorrência como uma das mais chocantes de sua carreira devido ao caráter passional e à perversidade envolvida. No laudo detalhado de 11 páginas, foram registradas marcas de agressão no rosto da vítima e a presença de um saco plástico com manchas de sangue próximo ao corpo, possivelmente utilizado para acelerar o processo de sufocamento. Bárbara, que era proprietária de uma clínica de bronzeamento e mãe de um adolescente, filho do próprio agressor, já possuía uma medida protetiva contra Manoel.
Histórico criminal e descumprimento de medida protetiva
As investigações da Polícia Civil apontaram Manoel Ferro de Melo como principal suspeito logo após o corpo ser encontrado, devido ao histórico de violência doméstica e ameaças relatadas por familiares. Com uma ficha criminal extensa, que inclui roubo e porte de arma, o agressor já havia cumprido parte de uma condenação de 19 anos de prisão.
Segundo o delegado Rogério Nunes Pezzuol, da Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente, a vítima tentava se afastar do ex-marido justamente por seu envolvimento com a vida criminosa, mas ele se recusava a aceitar a separação e já havia proferido ameaças de morte anteriormente.
A fuga de Manoel terminou na madrugada de quinta-feira (22), quando ele se entregou no 49º Distrito Policial, na Zona Leste da capital paulista. Com a prisão temporária decretada, o criminoso agora responderá pelo inquérito de feminicídio, crime cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão.
Fonte: BNews
