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Bloqueio de R$ 225 milhões e mais: vídeo mostra cerco contra contador suspeito de causar prejuízo milionário com empresas de fachada

Um contador, suspeito de utilizar empresas de fachada e emissão sistemática de notas fiscais inidôneas para suprimir tributos e ocultar a origem de recursos ilícitos, foi preso nesta quarta-feira (28), durante uma megaoperação que ocorre em várias cidades do Rio Grande do Sul (RS).

Denominada de ‘Acerto de Contas’, além da captura do suspeito, a ação também cumpriu 31 mandados de busca e apreensão, incluindo o recolhimento de 30 veículos com ordem de apreensão, 14 imóveis sequestrados, ordens de bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$225.474.069,81 (duzentos e vinte e cinco milhões, quatrocentos e setenta e quatro mil e sessenta e nove reais e oitenta e um centavos).

A operação ocorre nos municípios de Porto Alegre, Canoas, Dois Irmãos, Igrejinha, Sapiranga, Araricá, Tramandaí, Capão da Canoa, Campo Bom, Gravataí e Guaporé.  Segundo divulgado pela Polícia Civil do RS,  11 pessoas terão tornozeleira eletrônica instalada para monitoramento, e um dos locais foram apreendidos 70 quilos de prata, 13 veículos (incluindo veículos de luxo), arma, notebooks, celulares e documentos.

A investigação

O nome “Operação Acerto de Contas”, do ponto de vista contábil, retrata o que o investigado principal faz em relação ao ICMS que deixa de ser pago pelas empresas beneficiárias, na medida em que realiza ajustes de valores por meio de créditos indevidos de empresas noteiras ou através de creditamento diretamente em GIA de valores sem qualquer base contábil-fiscal.

Ainda segundo a polícia, em uma conversa de aplicativo de mensagens, o alvo principal mencionou para empresário beneficiário do esquema criminoso: “Pode deixar que eu faço o acerto de todas as contas. Fica tudo certinho.”

“Desde abril de 2024, o MP/RS conduzia investigação a partir de relatório técnico enviado pela Receita Estadual e requereu quebras de sigilo fiscal, telemático e bancário dos investigados. Paralelamente, a Polícia Civil investigava os mesmo alvos em esquema de lavagem de dinheiro que se utilizava de empresas de fachada para ocultar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas, culminando na deflagração da “Operação Livro Caixa” em dezembro de 2024, ocasião em que foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e computadores”, completou a instituição. 

Fonte: BNews

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