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“Bolsonaro não surgiu do nada, assim como Trump”, dispara Wagner Moura sobre relação entre Brasil e Estados Unidos
O ator baiano Wagner Moura, indicado ao Oscar por sua atuação no filme brasileiro “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, concedeu entrevista à revista americana Variety, publicada nesta quinta-feira (29), na qual voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por envolvimento em uma trama golpista, e traçou um paralelo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Ao ser questionado sobre o maior equívoco dos americanos em relação aos costumes e atitudes dos brasileiros, Wagner afirmou que a imagem positiva do país convive com contradições históricas e sociopolíticas profundas.
“A imagem alegre é precisa: o calor humano, a cultura, a música, a comida, a melhor comida de todas. Mas o Brasil também foi o último país a abolir a escravidão. A desigualdade é enorme. O poder é concentrado. O Brasil é complexo. Como disse Tom Jobim, o Brasil não é para iniciantes. Bolsonaro não surgiu do nada, ele reflete o país, assim como Trump reflete os Estados Unidos”, declarou.
Wagner Moura on the biggest misconception Americans have about Brazil:
“The joyful image is accurate: the warmth, the culture, the music, the food — the best f*cking food. But Brazil was also the last country to abolish slavery. Inequality is massive. Power is concentrated.… pic.twitter.com/z2a9O8opHa
— Variety (@Variety) January 29, 2026
O ator também comentou a forma como a democracia é encarada nos Estados Unidos, comparando a reação institucional americana aos ataques ao regime democrático com a resposta brasileira aos atos golpistas.
“Quando eu estava fazendo ‘Guerra Civil’, eu pensava constantemente em como o Brasil reagiu de forma diferente à nossa insurreição, de uma forma melhor do que vocês, porque o Brasil foi rápido em fazer a coisa certa e mandar a mensagem de que não se mexe com a democracia. Nós prendemos pessoas. Bolsonaro está preso”, afirmou.
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Wagner Moura criticou ainda o que considera uma falta de firmeza das instituições americanas: “Nos Estados Unidos, é como se estivessem testando os limites, como uma criança, eles pensam ‘vou fazer isso’, e se não houver reação, o que acontece? Sinto que os EUA e suas instituições não estão respondendo com a firmeza necessária, não estabelecendo limites, não fazendo com que as pessoas enfrentem as consequências”, concluiu.
Wagner Moura on how “The Secret Agent” draws directly from his experiences under Brazil’s military dictatorship in the late 1970s:
“This is a film that was born from how Kleber and I felt when Brazil was under this sort of fascist government. How we felt about our roles as… pic.twitter.com/yVLIQfzUPz
— Variety (@Variety) January 29, 2026
Fonte: BNews
