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Brasil cria 1,27 milhão de novos empregos em 2025; saldo recua 23,7% em comparação ao ano anterior
O Brasil encerrou o ano de 2025 com a abertura de 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os resultados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na tarde desta quinta-feira (29), em Brasília.
O resultado, que mede a diferença entre contratações e demissões, representa uma queda de 23,73% em relação a 2024, quando o país havia gerado 1,67 milhão de vagas. Esse recuo no mercado de trabalho reflete a pressão exercida pelos juros elevados e pelo ritmo mais lento da economia nacional ao longo do último ano.
O desempenho do exercício foi influenciado significativamente pelo mês de dezembro, período tradicionalmente marcado pelo encerramento de contratos temporários. Apenas no último mês do ano, foram eliminadas 618.164 vagas formais. Este saldo negativo foi o mais acentuado para o mês desde 2020, quando a metodologia atual para os cálculos do Caged foi implementada.
Desempenho setorial e regional
Mesmo com a retração, todos os cinco ramos de atividade pesquisados fecharam 2025 com saldo positivo. O setor de serviços manteve-se como o principal motor da empregabilidade no país, sendo responsável pela criação de 758.355 postos.
O setor de serviços representou mais de 59% da criação de vagas, com destaque para os segmentos de informação, comunicação e atividades administrativas. O comércio ocupou a segunda posição com 247.097 novas vagas, seguido pela indústria, que abriu 144.319 frentes de trabalho. A construção civil e a agropecuária também registraram crescimento.
A geração de empregos foi registrada em todas as cinco regiões brasileiras. O Sudeste liderou o ranking nacional com mais de 504 mil novos postos, seguido pelo Nordeste e pelo Sul. Na análise por estados, São Paulo foi o maior gerador de empregos do país, com a abertura de 311.228 vagas. Em segundo e terceiro lugar ficaram o Rio de Janeiro e a Bahia, respectivamente.
Fonte: BNews

