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PF nas ruas: Deputado se manifesta após ser alvo de operação que investiga desvios de “emendas Pix”

O deputado federal Eduardo Velloso (União) foi apontado nesta quinta-feira (29) como principal alvo da Operação Graco, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de “emendas Pix”.
O repasse permite a transferência direta de recursos da União, sem necessidade de convênios ou prestação de contas antecipada.
Por meio de nota, a equipe do deputado negou as acusações e alegou que a destinação da emenda seguiu os trâmites legais exigidos pela legislação, e que o manejo dos recursos após a transferência e sua execução não são de responsabilidade de Eduardo Velloso.
“O parlamentar esclarece que a destinação da emenda seguiu rigorosamente os trâmites legais previstos na legislação vigente. Após a transferência dos recursos ao município, a responsabilidade pela execução, contratação de serviços e fiscalização da aplicação do dinheiro público é exclusiva da gestão municipal, não cabendo ao deputado qualquer ingerência sobre esses procedimentos”, diz parte da nota.
A nota ainda afirma que o deputado está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
“Eduardo Velloso reforça que sempre atuou com transparência, responsabilidade e respeito às instituições, e se coloca à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, confiante de que os fatos serão devidamente apurados e esclarecidos no curso da investigação”, disse.
Operação da PF
Na manhã desta quinta-feira (29), a PF deflagrou a Operação Graco para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, conhecidas como emendas Pix.
Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados ao deputado em Rio Branco e no apartamento funcional em Brasília, além de outros alvos no Acre e no Distrito Federal.
As investigações miram possíveis irregularidades na contratação de uma empresa responsável por shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira, em setembro de 2024.
O montante sob suspeita é de aproximadamente R$ 912 mil, provenientes de emendas parlamentares de transferência especial, modalidade que permite repasse direto de recursos da União, sem exigência de prestação de contas prévia.
Os envolvidos são suspeitos de participação em organização criminosa, fraude em processos licitatórios, corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados.
Fonte: BNews
