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URGENTE: Beto Louco negocia acordo de delação premiada e cita pagamento de propinas de R$ 400 milhões políticos
O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, junto de Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, tenta firmar um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Carbono, que investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraudes no setor de combustíveis. Ambos são apontados como líderes do grupo e seguem foragidos. A informação é da colunista Andréia Sadi, do G1.
Segundo apuração, o pedido de colaboração está parado na Procuradoria-Geral da República (PGR) desde outubro do ano passado. O material entregue às autoridades inclui documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes que indicariam o pagamento de mais de R$ 400 milhões em propinas a políticos e autoridades entre 2022 e 2024.
Os repasses teriam como objetivo garantir vantagens tributárias, impedir a cassação de licenças e assegurar acesso privilegiado à Agência Nacional de Petróleo (ANP). Fontes também afirmam que os delatores apresentaram informações sobre o suposto vazamento da própria operação.
Na deflagração da ação, a Polícia Federal (PF) conseguiu prender apenas 6 dos 14 investigados com mandado de prisão. Após isso, a cúpula da polícia abriu um inquérito para apurar se houve vazamento de dados da megaoperação.
Enquanto na PGR o processo segue sem avanço, no Ministério Público de São Paulo as tratativas estão em estágio mais adiantado, com expectativa de homologação pela Justiça paulista em até 60 dias. Apesar disso, integrantes da PGR avaliam que os elementos apresentados por Beto Louco e Primo ainda são considerados frágeis para sustentar uma colaboração formal.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) declarou que não comenta possíveis acordos de delação, ressaltando que tais procedimentos são sigilosos conforme a Lei 12.850/2013. A defesa dos empresários foi procurada, mas não se manifestou até o momento.
Fonte: BNews