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Emigração de brasileiros que optam por dupla cidadania atinge patamar recorde; saiba mais

A comunidade brasileira vivendo no exterior atingiu um patamar recorde, totalizando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados recentes do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O número consolida uma tendência de internacionalização da população e mostra que a emigração deixou de ser um fenômeno esporádico para se tornar uma opção estrutural e planejada para milhões de cidadãos.

A distribuição geográfica dos emigrantes mantém a concentração predominante na América do Norte e na Europa. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino, abrigando quase metade desse contingente. Portugal se destaca no cenário europeu, tendo registrado um aumento expressivo na concessão de títulos de residência e nacionalidade. Dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) indicam que brasileiros representam cerca de 30% da comunidade estrangeira residente no país lusitano.

Ao mesmo tempo em que há o crescimento do fluxo, o perfil dessa emigração se mostra cada vez mais planejado e documentado. O aumento no número de Declarações de Saída Definitiva do país entregues à Receita Federal corrobora esse cenário, sugerindo que o brasileiro tem buscado regularizar sua situação fiscal e migratória antes mesmo do embarque. Esse planejamento passa, invariavelmente, pela busca de direitos legais em solo estrangeiro, com destaque para vistos de longa duração e processos de reconhecimento de cidadania europeia, como a italiana e a portuguesa.

Para a CEO da Uccello Cidadania, Geovanna Hinata, os números refletem uma busca objetiva por mobilidade global e segurança jurídica. “O que os dados nos mostram é que a emigração brasileira atingiu um nível de maturidade diferente. Não se trata apenas do volume de pessoas saindo, mas da forma como elas estão saindo. Há um aumento na demanda por processos de cidadania porque o brasileiro entendeu que possuir um segundo passaporte não é apenas sobre herança familiar, mas uma ferramenta de inserção no mercado global. O imigrante atual busca chegar ao destino com seus direitos civis garantidos, o que facilita a integração e o acesso a serviços básicos nos países de acolhimento”, analisa a executiva.

O cenário aponta para a manutenção desses fluxos nos próximos anos, impulsionados pela facilitação de leis de nacionalidade em países europeus e pela globalização do mercado de trabalho. Neste contexto, a dupla cidadania consolida-se como um ativo estratégico e indispensável para quem busca fazer parte dessa estatística de quase 5 milhões de brasileiros vivendo além das fronteiras nacionais.

Fonte: BNews

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