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Investigado por agressões, piloto tentou forjar versão de legítima defesa
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) afirmou à Justiça que existem indícios concretos de que Pedro Arthur Turra Basso, preso preventivamente nesta sexta-feira (30), tentou articular depoimentos para ser favorecido nas investigações. Turra é investigado por uma série de agressões violentas, entre elas um espancamento que deixou um adolescente em estado de coma.
De acordo com o pedido de prisão apresentado pelo MP e acatado pelo Judiciário, mensagens trocadas entre o investigado e pessoas de seu círculo próximo indicam uma tentativa deliberada de alinhar narrativas. O objetivo dessa estratégia seria sustentar uma tese de legítima defesa e transferir à vítima a responsabilidade pelo início da violência. Nas mensagem havia até a sugestão de que testemunhas afirmassem que o agredido portava um canivete.
Estratégia recorrente e vulnerabilidade de menores
Para os promotores do caso, a orientação prévia de versões compromete a espontaneidade das provas e afronta a busca pela verdade no processo penal. Se mantida a liberdade do investigado, haveria um risco real à instrução criminal, especialmente pelo perfil das testemunhas, muitas das quais são menores de idade e vulneráveis a intimidações.
Além disso, relatórios do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontam que esse padrão de comportamento não é isolado, tendo sido observado em pelo menos dois casos anteriores envolvendo o suspeito. Em episódios passados, os depoimentos apresentados à polícia seguiram a mesma linha narrativa de tentar minimizar a violência empregada e transferir a culpa para as vítimas.
Fonte: BNews

