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Simone Tebet diz que orçamento foi ‘sequestrado’ pelo Congresso e Hugo Motta reage; confira
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), não poupou críticas ao Congresso Nacional ao comentar sobre os gastos públicos no país. A titular da pasta afirmou que a capacidade do Executivo em planejar o orçamento financeiro foi prejudicada diante do avanço das emendas.
Nesta sexta-feira (30), durante um painel, Simone Tebet afirmou que parte das despesas do Orçamento foi “sequestrada” pelo Congresso. A emedebista aponta que a dependência da casa legislativa com o dinheiro do orçamento tem um “objetivo, muitas vezes, eleitoral”.
“Parte das despesas do Orçamento, que é livre, foi confiscada, sequestrada por um Congresso Nacional cada vez mais dependente do Orçamento, com um objetivo, muitas vezes, eleitoral”, disse.
“Não sou contra emenda parlamentar, mas não [sou a favor de] emenda que dê direito a uma única pessoa manusear R$ 60 milhões todos os anos sem nenhum planejamento, sem atender ao interesse da sociedade”, acrescentou.
A ministra destacou não ser contra a emenda parlamentar, mas argumento que valores são movimentados por pessoas “todos os anos sem nenhum planejamento”.
“Não sou contra emenda parlamentar, mas não emenda que dê direito a uma única pessoa manusear R$ 60 milhões todos os anos sem nenhum planejamento, sem atender ao interesse da sociedade”, explicou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), reagiu após o posicionamento da ministra do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Através do X, o parlamentar rebateu que não há “nenhuma instituição que integra o regime democrático ‘sequestra’ o orçamento”, classificando a fala de Tebet como “equivocada”.
Confira pronunciamento completo
“Nenhuma instituição que integra o regime democrático ‘sequestra’ o orçamento. O Congresso exerce uma prerrogativa constitucional: debater, emendar e decidir sobre a alocação dos recursos públicos. Isso não é desvio é equilíbrio entre os poderes.
Foi equivocada a declaração da ministra Simone Tebet de que o Congresso sequestra parte do orçamento. As emendas parlamentares dão voz aos estados, aos municípios e às prioridades reais da população.
Nenhuma instituição que integra o regime democrático ‘sequestra’ o orçamento. O Congresso exerce uma prerrogativa constitucional: debater, emendar e decidir sobre a alocação dos recursos públicos. Isso não é desvio é equilíbrio entre os poderes.
Foi equivocada a declaração da…
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) January 30, 2026
Fonte: BNews


