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“O PT não está agindo corretamente ao usar Simone para uma aventura”, diz presidente do MDB sobre candidatura de Tebet
O deputado federal Baleia Rossi (SP), presidente nacional do MDB, classificou a investida do PT sobre a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), para que ela dispute as eleições 2026 por São Paulo e um novo partido político de “arapuca”.
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“Graças ao MDB e ao brilhantismo dela, Simone virou uma figura nacional, mas o PT armou uma arapuca que pode queimar uma liderança com um grande futuro político”, disse ele à Folha de São Paulo.
Segundo Rossi, o PT não está agindo corretamente e está usando Simone para uma aventura de um partido que não tem liderança em São Paulo.
“É um desrespeito com o MDB”, declarou o deputado.
Nesta sexta-feira (30), a ministra assumiu que deixará o comando da pasta até o dia 30 de março para disputar um cargo nas eleições de outubro por São Paulo ou Mato Grosso do Sul. O futuro eleitoral dela deve ser definido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Simone Tebet garantiu que ainda não foi feito nenhum acerto e que novas conversas devem ocorrer com Lula até o carnaval.
“Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos nem Governo do Estado de São Paulo” afirmou.
Entretanto, nas primeiras reuniões com o petista, foi discutida uma candidatura ao Senado. Ela indicou que não deve tentar o governo paulista, embora os nomes preferidos para essa disputa, como Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), resistam concorrer ao Palácio dos Bandeirantes contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pesquisas eleitorais encomendadas por aliados indicam que Tebet pontua bem em São Paulo e poderia incomodar o atual chefe do executivo de São Paulo.
Além de Tebet, o ex-governador e atual ministro do Empreendedorismo de Lula, Márcio França (PSB), também é cogitado.
Quanto ao Senado, além da ministra, Haddad, Alckmin e França também são são opções, além de Marina Silva, que está negociando sua volta ao PT.
O presidente do MDB mostrou incômodo, uma vez que, em São Paulo, o partido faz oposição a Lula e deve integrar a coligação de Tarcísio, com o apoio do prefeito da capital, Ricardo Nunes, filiado à legenda. Dessa forma, para integrar o palanque do petista, Tebet tem que trocar de legenda.
A ministra já disse que mesmo ficando no MDB, ainda que o partido se coloque contra Lula, ela irá apoiar a reeleição do presidente, independentemente da posição da executiva nacional.
Fonte: BNews