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Instituições financeiras e BC estudam solução para cobrir prejuízo do FGC; valores ultrapassam R$ 50 bilhões

Como forma de repor as perdas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), causadas pelo Banco Master com rombo de mais de R$ 50 bilhões, instituições financeiras e Banco Central – BC buscam uma solução menos custosa, sem pressionar juros e tarifas. As informações são de Miriam Leitão para o jornal O Globo.

A estratégia prevê o uso dos recursos que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central, conhecidos como depósitos compulsórios. A medida abrangeria tanto os valores mantidos em contas correntes quanto os aplicados em depósitos a prazo, ou seja, nas aplicações financeiras.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usou de maneira imprópria o Fundo Garantidor de Crédito, como tática de alavancagem. Ele oferecia aplicações insustentáveis, com rendimento de 140% do CDI, muito acima da média do mercado, vendidas aos clientes afirmando que estavam garantidos pelo FGC caso desse errado, o que aconteceu. 

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Desta forma, o FGC deve pagar uma conta de mais de R$ 30 bilhões.que deve ultrapassar os R$ 50 bilhões, com a soma das perdas ligadas ao Will Bank, outra empresa do conglomerado de Vorcaro, afirma a jornalista e economista.

“A projeção é que os grandes bancos, incluindo os públicos, teriam de aportar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões no FGC para recompor a garantia. A proposta em debate é usar parte dos recursos que as instituições financeiras já recolheram ao Banco Central nessa recomposição, sem necessidade de um novo desembolso direto ao fundo. Se isso não for viabilizado, o aporte ao FGC viria do resultado das operações dos bancos, o que, argumentam, pode pressionar as taxas de juros cobradas dos tomadores de empréstimo”, explica Miriam Leitão.

Com isso, quem paga a conta é o cliente que pega empréstimo, pessoa física ou empresa, porque os bancos tendem a repassar esses custos. “A conta da irresponsabilidade e da fraude do Master acaba sendo paga por toda a sociedade”, conclui. 

Fonte: BNews

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